Saude Mental em Portugal
TERCEIRO CENSUS PSIQUIÁTRICO
Saúde mental com 500 mil consultas
Cerca de meio milhão de consultas de psiquiatria são realizadas anualmente em Portugal, sendo as depressões, as neuroses e a esquizofrenia as causas mais frequentes do recurso a estes cuidados, segundo a Agência Lusa. Os dados foram apurados no terceiro Censos Psiquiátrico, realizado em 2001 e que consta da Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental, apresentada ontem durante a Conferência Nacional de Saúde Menta l- Percursos de Mudança, que decorre até quinta-feira, em Lisboa. Segundo este Censos, estima-se que, num ano, um a dois por cento dos portugueses recorra às consultas de psiquiatria, num total de meio milhão de consultas por ano.
As principais doenças do foro mental que levam os portugueses às consultas psiquiátricas são as depressões, neuroses, esquizofrenias, perturbações da adaptação e psicoses afectivas. Num ano, registaram-se 6839 internamentos, tendo como principal causa as esquizofrenias (36,5%), e os atrasos mentais (28,3%). Depois seguem-se as alterações associadas ao consumo do álcool, as psicoses afectivas sem depressão, as síndromes demenciais, as depressões e outras. A nível das consultas, são as depressões, as neuroses, as esquizofrenias, as perturbações da adaptação e as psicoses afectivas os principais motivos, enquanto as urgências são essencialmente procuradas por alterações associadas ao álcool, depressões e neuroses. A nível geral, as patologias do foro mental mais frequentes são as esquizofrenias (21,2%), seguidas das depressões, atrasos mentais, alterações associadas ao consumo de álcool e neuroses.
No que toca a idades, os indivíduos com menos de 15 anos são os que mais frequentemente sofrem de perturbações da adaptação, atrasos mentais, neuroses e outras psicoses. Entre os 15 e os 34 anos, as esquizofrenias, os atrasos mentais, as depressões e as neuroses são as mais habituais. Nos mais velhos, a partir dos 64 anos, o que se regista com mais frequência são os casos de esquizofrenia, síndromes demenciais, depressões e atrasos mentais. Durante a mesma conferência, a secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, divulgou que o ministério está a equacionar o encerramento de um dos dois hospitais psiquiátricos de Lisboa - o Júlio de Matos ou o Miguel Bombarda - tal como o DN noticiou na segunda-feira. Carmen Pignatelli confirmou que a "desinstitucionalização dos doentes psiquiátricos" é um dos objectivos.
in Diário de Notícias Novembro 2005
Saúde mental com 500 mil consultas
Cerca de meio milhão de consultas de psiquiatria são realizadas anualmente em Portugal, sendo as depressões, as neuroses e a esquizofrenia as causas mais frequentes do recurso a estes cuidados, segundo a Agência Lusa. Os dados foram apurados no terceiro Censos Psiquiátrico, realizado em 2001 e que consta da Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental, apresentada ontem durante a Conferência Nacional de Saúde Menta l- Percursos de Mudança, que decorre até quinta-feira, em Lisboa. Segundo este Censos, estima-se que, num ano, um a dois por cento dos portugueses recorra às consultas de psiquiatria, num total de meio milhão de consultas por ano.
As principais doenças do foro mental que levam os portugueses às consultas psiquiátricas são as depressões, neuroses, esquizofrenias, perturbações da adaptação e psicoses afectivas. Num ano, registaram-se 6839 internamentos, tendo como principal causa as esquizofrenias (36,5%), e os atrasos mentais (28,3%). Depois seguem-se as alterações associadas ao consumo do álcool, as psicoses afectivas sem depressão, as síndromes demenciais, as depressões e outras. A nível das consultas, são as depressões, as neuroses, as esquizofrenias, as perturbações da adaptação e as psicoses afectivas os principais motivos, enquanto as urgências são essencialmente procuradas por alterações associadas ao álcool, depressões e neuroses. A nível geral, as patologias do foro mental mais frequentes são as esquizofrenias (21,2%), seguidas das depressões, atrasos mentais, alterações associadas ao consumo de álcool e neuroses.
No que toca a idades, os indivíduos com menos de 15 anos são os que mais frequentemente sofrem de perturbações da adaptação, atrasos mentais, neuroses e outras psicoses. Entre os 15 e os 34 anos, as esquizofrenias, os atrasos mentais, as depressões e as neuroses são as mais habituais. Nos mais velhos, a partir dos 64 anos, o que se regista com mais frequência são os casos de esquizofrenia, síndromes demenciais, depressões e atrasos mentais. Durante a mesma conferência, a secretária de Estado adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, divulgou que o ministério está a equacionar o encerramento de um dos dois hospitais psiquiátricos de Lisboa - o Júlio de Matos ou o Miguel Bombarda - tal como o DN noticiou na segunda-feira. Carmen Pignatelli confirmou que a "desinstitucionalização dos doentes psiquiátricos" é um dos objectivos.
in Diário de Notícias Novembro 2005

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